BIF 2022: parcerias público privadas representam avanços em sustentabilidade, equidade de gênero e eficiência em infraestrutura

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Nas sessões especiais do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) foram apresentados cases de sucesso de PPPs na promoção da cidadania no Brasil

As parcerias público privadas (PPPs) são cada vez mais executadas no Brasil, principalmente desde a implantação, em 2016, da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (SPPI) e da sanção da Lei de Incentivo às PPPs, ocorrida em 2021.  Atualmente, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por exemplo, tem a maior carteira de investimentos em PPPs do mundo, com cerca de R$ 400 bilhões. Para refletir sobre a influência disso no desenvolvimento no país, os painéis do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil Investment Forum (BIF) 2022, realizado em São Paulo (SP), receberam empresários e gestores da administração pública.

O bate-papo foi guiado pelo representante do BID no Brasil, Morgan Doyle, que destacou os benefícios das PPPs em termos de acessibilidade da população brasileira a serviços básicos e de qualidade. Os participantes trataram dos avanços das concessões e das iniciativas privadas na ampliação do acesso à cidadania, como equidade de gênero e boas práticas de sustentabilidade. Um dos painelistas do tópico PPPs e infraestrutura foi o CFO da empresa Aegea Saneamento, Andrés Pires, que destacou o papel social dos investimentos privados em obras de saneamento.

“Temos no Brasil 100 milhões de pessoas sem acesso a esgoto. Socialmente falando, oferecer soluções para isso é muito importante, impulsiona nosso trabalho e promove cidadania.  Mercadologicamente, é importante observar o número enorme de clientes potenciais para a iniciativa privada que investe nas concessões. E esse mercado tem sido facilitado por diversas medidas federais, como o Marco Legal do Saneamento, que garante segurança jurídica ao processo”, disse Pires.

A Aegea é uma das maiores empresas de saneamento do segmento privado no Brasil, presente em 49 cidades, de norte a sul do país. Ela atua em diferentes concessões, como a assinada com o governo do Rio de Janeiro e prefeituras para assumir os serviços de água e esgoto em 27 cidades fluminenses, incluindo 124 bairros no Centro e nas Zonas Sul e Norte da capital.

Além da SPPI e do Marco Legal do Saneamento, é importante destacar o papel do Fundo de Apoio à Estruturação de Projetos de Concessão e PPP - FEP CAIXA, fundo privado criado em 2017 pela Caixa Econômica Federal. De acordo com o Diego Link, secretário especial da SPPI, o fundo tem sido destinado quase que exclusivamente para apoiar projetos de estados e municípios.

“Cerca de 50 projetos já foram contratados através do FEP CAIXA. Ele é fundamental, na medida que oferece todo suporte, principalmente técnico, para municípios e estados. Isso faz com que seja democrática e integrada essa estratégia de incluir a iniciativa privada no desenvolvimento do país”, explicou Diego Link.

Setor privado e impactos sociais

Para o painel sobre impactos sociais e ambientais do setor privado na sociedade brasileira, foram convidados representantes de diferentes empresas com ações no âmbito de governança ambiental, social e corporativa. Uma delas é a Atlas Renewable Energy, geradora de energia limpa que atua desde 2015 no Brasil.

O Gerente Geral da Altas, Luís Pita, discorreu sobre o projeto “Somos parte da mesma energia”, para ampliar a participação feminina nas obras solares. O projeto foi desenvolvido junto com o BID no Brasil, no Chile e no México, com a meta de aumentar a média de 2% de presença de mulheres no setor para 15%.

“Falamos com lideranças das comunidades onde desenvolvemos nossos projetos e tivemos reação positiva das famílias e lideranças. No Brasil, a ação foi feita na região Nordeste e deu certo, o impacto foi muito positivo. Conseguimos recrutar, capacitar e empregar mulheres, e isso transforma famílias, comunidades e a nossa empresa em seu âmbito global. Prova disso é que, hoje, nossa mão-de-obra é 40% de mulheres. A meta, claro, é chegar nos 50%, mas avançamos”, ressaltou Pita.

BIF 2022

O Brasil Investment Forum 2022 reúne no World Trade Center (WTC), entre hoje e amanhã (15), autoridades do setor público, representantes de bancos de desenvolvimento, executivos e CEOs de empresas globais para debater o ambiente de negócios brasileiro e as oportunidades existentes nos mais diversos setores da economia. Cerca de 600 pessoas acompanham presencialmente o evento, que também é transmitido ao vivo na plataforma online do BIF (www.brasilinvestmentforum.com).

O BIF é organizado pela ApexBrasil, pelo Ministério das Relações Exteriores, pelo Ministério da Economia e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os painéis abordarão assuntos como a conjuntura econômica do Brasil e do mundo, tendências, competitividade e, claro, sessões que apresentarão o ambiente em setores como agronegócio, infraestrutura, energia, imobiliário, inovação e tecnologia da informação.

ApexBrasil

Atrair capital estrangeiro para o Brasil é uma das missões da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), principal organizadora do BIF. Em 2021, devido à pandemia, atuou mais fortemente no formato digital, diante de um cenário desafiador. Foram realizadas 52 ações online e presenciais em países como Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Portugal e Reino Unido, entre outros. No decorrer do ano, a Agência atuou na facilitação de 35 projetos de investimentos, com anúncios de, aproximadamente, US$ 13,8 bilhões.

A ApexBrasil, por meio de diversos programas, atua também para promover a imagem do Brasil no exterior e qualificar empresas nacionais que desejam começar a internacionalizar seus negócios. Para alcançar esses objetivos, realiza ações diversificadas de promoção comercial, a fim de valorizar os produtos e serviços brasileiros.

Créditos da imagem: Emiliano Capozoli

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